Difusão de drogas sintéticas - Visão geral sobre os entorpecentes sintéticos
- NURI

- 10 de out. de 2016
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Há cerca de sessenta anos, de modo geral, havia apenas uma pequena quantidade de drogas no mercado que causavam dependência, doença e degeneração. Entre os principais entorpecentes daquela época encontravam-se o álcool, maconha e o tabaco. Disseminavam-se também, mais recentemente, os alucinógenos semissintéticos[1], como a cocaína, crack, heroína e merla. Em casos mais raros, podia-se encontrar ópio, morfina e haxixe, mas a posse destas drogas era muito rara no ocidente.
Neste novo milênio, novas drogas sintéticas, também chamadas de entorpecentes ou narcóticos, vieram de mercados dos Estados Unidos, Canadá, Europa e Austrália. Os efeitos dessas drogas têm sido desastrosos, até mesmo fatal, para milhares de pessoas.
Segundo Gabriela Dantas (2016), as drogas sintéticas são aquelas produzidas a partir de uma ou várias substâncias químicas psicoativas que provocam alucinações no ser humano por estimular ou deprimir o sistema nervoso central. Tais efeitos podem levar à depressão do centro respiratório e neurológico e, consequentemente, à parada cardiorrespiratória.
O Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) lista as principais drogas sintéticas que existem no mercado atualmente.
As anfetaminas, as mais difundidas, são utilizadas a fim de estimular o sistema nervoso central, fazendo o cérebro trabalhar mais depressa dando uma sensação de energia. É muito utilizada no Brasil por pessoas que buscam emagrecimento rápido e por caminhoneiros e estudantes que visam afastar o sono. Podem ser denominadas de bola, “ice”, rebite e a versão mais conhecida delas, o ecstasy.
Barbitúrico é um poderoso sedativo e tranquilizante que provoca alterações na capacidade de raciocínio, concentração e coordenação motora do indivíduo. Esta droga sintética tem grande poder de dependência química. O seu uso continuo pode causar, além da dependência psicológica, depressão no sistema respiratório, nervoso central e centros vasomotores.

O LSD, também conhecido como Ácido Lisérgico Dietilamida ou doce, é uma droga psicodélica e alucinógena feita a partir de um fungo e vem em quadrados bem pequenos de papel ou cartolina absorvente comumente chamadas de cartelas. O LSD é um poderoso alucinógeno que causa dependência psicológica. Algumas pessoas sob o efeito de LSD perdem a noção do perigo e podem colocar a si mesmos ou a outras pessoas em grande risco de se machucar.
Metanfetamina é uma droga muito potente e altamente viciante, cujos efeitos se manifestam no sistema nervoso central e periférico. A metanfetamina tornou-se conhecida como droga de abuso devido aos seus efeitos agradáveis intensos tais como a euforia, aumento do estado de alerta, da autoestima, do apetite sexual, da percepção das sensações e pela intensificação de emoções. Ela já foi utilizada em terapias em muitos países, mas foi banida pelo uso abusivo e consequências devastadores da droga.
A difusão dessas drogas é muito difícil de ser controlada, pois, a maioria delas apresentam um pequeno grau de dificuldade de fabricação, não precisam de altos investimentos e os compostos utilizados para a produção das mesmas, na maioria das vezes, não são listados como produtos controlados pela lei, facilitando o acesso dos usuários. São as chamadas “legal highs[2]”, sendo consideradas mais potentes e perigosas do que as anteriores, devido ao seu grande poder de difusão. Como é o caso da mefedrona, popularmente conhecida como sais de banho, que se popularizou nos Estados Unidos por não trazer substâncias ilegais e reproduzir efeitos semelhantes a narcóticos proibidos. Segundo o diretor de Análise de Políticas e Relações Públicas do UNODC, Jean-Luc Lemahieu, “há uma expansão global sem precedentes do mercado de drogas sintéticas, tanto em extensão como em variedade” e “as novas substâncias são rapidamente criadas e vendidas, desafiando os esforços da lei para prender os traficantes e conter os riscos de saúde pública. ”
[1] São drogas produzidas a partir de drogas naturais com alterações químicas feitas artificialmente em laboratório.
[2] “Legal highs” são as chamadas drogas legais sintéticas que são substâncias desenvolvidas em laboratório que simulam os efeitos das drogas ilegais.
Referências
DANTAS, Gabriela Cabral Da Silva. "Drogas Sintéticas"; Brasil Escola. Disponível em <http://brasilescola.uol.com.br/drogas/drogas-sinteticas.htm>. Acesso em 28 de setembro de 2016.
G1 (São Paulo). Unicamp descobre novas drogas sintéticas que podem matar usuários: Substâncias vêm disfarçadas em outros tipos de droga, como LSD e bala. Perita criminal alerta para o perigo das drogas, cujo uso pode ser fatal. 2016. Disponível em: <http://g1.globo.com/sp/campinas-regiao/noticia/2016/09/unicamp-descobre-novas-drogas-sinteticas-que-podem-matar-usuarios.html>. Acesso em: 30 set. 2016.
NARCONON. Drogas Sintéticas – Un Peligro Real. 2012. Disponível em: <http://www.narconon.org/es/blog/2012/10/10/crisis-mundial-consumo-drogas-sinteticas.html>. Acesso em: 28 set. 2016.
NARCONON. Drogas sintéticas y adicción. 2012. Disponível em: <http://www.narconon.org/es/informacion-drogas/drogas-sinteticas-informacion.html>. Acesso em: 28 set. 2016.
OUL. ONU aponta Brasil como o 3º maior consumidor de anfetaminas. 2008. Disponível em: <http://abp.org.br/portal/clippingsis/exibClipping/?clipping=8090>. Acesso em: 01 out. 2016.
UNODC. Global Syntheti c Drugs Assessment: Amphetamine-type sti mulants and new psychoacti ve substances. New York, 2014. 89 p.




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