A disputa por Nagorno-Karabakh: como os interesses regionais interferem no conflito
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- há 2 dias
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Gabriel Monteiro Cerqueira
Rebeca Catharine Oliveira Leal Dórea
Thaina Ellen Das Neves Alves
Introdução
O conflito entre Armênia e Azerbaijão pela região de Nagorno-Karabakh é um dos mais complexos dentre as demais disputas existentes na atualidade. Com um pouco mais de um século de existência, as desavenças entre esses dois países possuem raízes históricas e culturais, envolvendo situações como a questão da identidade nacional e controle territorial. (CFR, 2025)
Após o colapso da União Soviética, da qual os três territórios faziam parte, a tensão na região cresceu, e consequentemente surgiram confrontos armados recorrentes, cessar-fogos temporários, e tentativas de negociações fracassadas, o que resultou em uma enorme instabilidade na região nos dias atuais. (G1,2023)
Além disso, a região de Nagorno-Karabakh se tornou um ponto estratégico na geopolítica no Cáucaso, visto que geograficamente a região conecta o continente europeu ao continente asiatico, e economicamente possui rotas de gasodutos, oleodutos e uma quantidade expressiva de poços de petróleo que são importantes para o abastecimento energético mundial. (G1, 2023)
Deste modo, a instabilidade local influencia no equilíbrio de poder e controle desses recursos. O que acaba refletindo e modificando as políticas de alguns países como a Rússia, Turquia, Irã, e os Estados Unidos, que nos últimos anos participaram ativamente deste conflito, possuindo diversos interesses na região. Portanto a importância do território de Nagorno-Karabakh vai além dessa disputa entre Armênia e Azerbaijão, representando um dos grandes centros na geopolítica mundial onde diversos atores e interesses se encontram. (CFR,2025)
Contexto histórico: Breve histórico do território
A relação entre os dois países sobre a região possui origem em 1923, onde o território de Nagorno-Karabakh, de maioria armênia, foi anexado administrativamente pela República Soviética do Azerbaijão por Josef Stalin, e passou a ser intitulado como província autônomo da nação soviética. Durante as décadas seguintes sob o domínio sovietico, a região de Nagorno-Karabakh permaneceu estável, porém, em 1988, já perto do colapso da União Soviética, os armênios étnicos presentes no território começaram a pedir a transferência da administração da região para a República Armênia. Porém, logo essa reivindicação foi contestada e reprimida tanto pelo poder central da União Soviética, quanto pela República do Azerbaijão. (BRITANNICA, 2019)
Entretanto, com a dissolução da União Soviética, surge assim um vácuo de poder na região, permitindo que tanto o Azerbaijão quanto a Armênia, que se tornaram independentes em 1991, reivindicassem o controle desse território. O que influenciou a parte armênia de Nagorno-Karabakh, em 1992, a declarar independência da recentemente criada República do Azerbaijão, e proclamando dessa forma a criação da República de Artsakh apoiada pelo governo armenio (CRISIS, 2020).
Por conta dessa tentativa de separação, teve-se início a Primeira Guerra do Karabakh (1988-1994), onde foi um conflito extremamente sangrento, da qual resultou em cerca de 35 mil mortos e deixou mais de 1 milhão de pessoas desabrigadas. Seu fim se deu através da assinatura de um cessar fogo em 1994, que apesar de ter sido violado algumas vezes, deu uma certa diminuída nas tensões e reaproximou as relações diplomáticas dos dois países. (DW,2023)
A região de Karabakh, por sua vez, ao final do combate, por ter tido grande parte do seu território conquistado pelos armênios, continuou em certa parte independente, e passou os próximos 26 anos sem grandes conflitos na região, realizando inclusive diversas eleições independentes, e chegando a aprovar uma nova constituição em 2006. Porém esse território nunca foi reconhecido internacionalmente e nem pelo Azerbaijão, que ainda reivindica a região, e diz que ela faz parte do seu Estado (BRITANNICA, 2019).
Entretanto, esse período de uma certa estabilidade terminou em 2020, quando se deu início a Segunda Guerra do Karabakh, onde o Azerbaijão, apoiada militarmente pela Turquia, conseguiu retomar e obter o controle de grande parte do território perdido no primeiro conflito, obrigando dessa forma as forças políticas da Armênia a concordarem com um cessar fogo mediado pela Rússia, que acordou na retirada das forças militares da Armênia da região, um controle militar feito pela Rússia durante os próximos 5 anos em Karabakh, e a retomada da parte administrativa do território para o Azerbaijão, pondo fim desta forma a República de Artsakh. (CNN, 2024)
Deste modo, porém, a paz na região continuou instável, com disputas por fronteiras, o aumento no deslocamento resultado dos frequentes bombardeios que Karabakh sofreu e acusações de violações humanitárias pelos dois lados. Tanto para Armênia quanto para o Azerbaijão, a região de Nagorno-Karabakh possui um grande valor simbólico e estratégico. Para os armênios, dos quais são maioria étnica, o território sempre foi historicamente habitado pelo seu povo, portanto possui fortes raízes culturais e religiosos. Já para os azeris Karabakh representa parte do seu território, visto que permaneceu sob o seu controle durante décadas, também firmando raízes na região. (REUTERS, 2025).
Interesses Regionais
Principal aliado da Armênia, a Rússia, impôs um modelo divergente do modelo ociedental na qual participa a ONU e a sociedade civil, sendo um modelo autoritário no qual possui eficácia. A partir do primeiro cessar-fogo em 1994, depois que forças armênias assumiram o controle da região. cessar fogo elaborado pelo governo russo a época, reconheceu a complexidade dos interesses quanto às linhas vermelhas dos combatentes, o que fez com que o país fortalecesse assim a sua posição e o poder na região , reafirmando a necessidade da mediação para a manutenção da paz a partir da descentralização de países que fazem parte da OSCE como: Estados Unidos e França no qual costumava mediar disputas. Em face da forma encontrada do país para manter bases militares, ampliando sua influência econômica por meio do policiamento nos corredores de transporte (Hein; Knipp, 2020).
Em 2016, o confronto veio à tona, considerado o mais violento desde 1994,embora todos os anos houveram mortes relacionadas a essa disputa. Dessa forma, as posições da Rússia e Turquia refletiam alianças geopolíticas e rivalidades históricas. O papel do principal aliado armenio em 2016 foi essencial para compreender a influência da Rússia em 2022, a decisão de estabelecer um cessar-fogo no mesmo determinou a dependência da armênia dos arsenais bélicos, visto que a Armênia participa da Organização do Tratado de Segurança Coletiva (OTSC), liderada pela Rússia. Vale ressaltar que outro fator importante é o financiamento russo de armas para o Azerbaijão, com o objetivo de equilibrar a influência dos dois lados. (Giragosian, Lewis, Herd; 2021)
Em novembro de 2020, ocorreu um novo cessar-fogo intermediado pela Rússia, período que permitiu a presença de militares russos na região. (fonte) No final de 2022, ambos os países em conflito demonstraram violações do acordo, atacando uns aos outros, gerando uma instabilidade na região. A Turquia está do lado do Azerbaijão desde 1993. Enquanto a Rússia apoia a Armênia, outro país situado nas proximidades da região em conflito é o Irã, que mantém uma postura neutra, uma vez que não possui relações amistosas com nenhum dos dois países envolvidos na disputa. (Ferraz, 2022)
O Irã teme sua própria segurança por ser politicamente próximo a ambos os territórios, o território possui laços culturais, religiosos e históricos que levaram a disparidades dos países em conflito. Atualmente, o país irianiano apresenta-se em uma postura mediadora diante do conflito, com o objetivo de impedir que o conflito se espalhe no território. Em 2020, após fortes combates entre ambos os países que estavam em disputa, o ministro do interior iraniano deixou claro que o combate entre ambos os países sobre o território disputado de Nagorno-Karabakh espalhado para o solo iraniano, iria ter reação do mesmo. Outro fator importante no qual expressa preocupação iraniana é a cooperação entre o Azerbaijão, Estados Unidos e Israel, evidenciando que nos últimos anos os países consideraram o Azerbaijão um país-chave no sul do Cáucaso economicamente e militarmente. (Kiddie, 2020)
De acordo com o ex-diplomata turco, Sinan Ulgen, a falta de esforços diplomáticos entre Turquia e Armênia causou instabilidade na relação, tornando-se um marco nas relações entre Turquia e Azerbaijão. Anos depois, os laços intensificaram-se fortemente, ocasionando investimentos nas forças armadas com o objetivo de tornar o apoio mais assertivo e alcançar a superioridade da Armênia. Vale ressaltar que o apoio ao Azerbaijão vai muito além de alcançar uma melhor estratégia no conflito, o propósito turco é fortalecer a segurança energética tornando-se uma potência regional que desafia a hegemonia russa, participando ativamente da mediação da disputa do Nagorno-Karabakh. (Ferraz, 2022)
Consequências e Implicações
O conflito em Nagorno-Karabakh tem produzido graves consequências humanitárias, políticas e econômicas, que ultrapassam os limites territoriais da Armênia e do Azerbaijão e afetam diretamente o equilíbrio regional do Cáucaso. Do ponto de vista humanitário, a população civil tem sido a principal vítima dos confrontos. Estima-se que dezenas de milhares de pessoas foram mortas e centenas de milhares foram deslocadas desde o início das hostilidades na década de 1990. Segundo relatório da Organização das Nações Unidas (ONU, 2023), os sucessivos combates provocaram “um elevado número de deslocados internos e uma crise humanitária que persiste devido à destruição de moradias e infraestrutura básica”. Além disso, há relatos de violações de direitos humanos, incluindo ataques a civis e detenções arbitrárias. Conforme destaca a Human Rights Watch (2023), “as forças de ambos os lados cometeram abusos contra prisioneiros de guerra e civis”, o que reforça a urgência de uma resposta internacional mais consistente.
A recente ofensiva de 2023, que levou ao êxodo em massa da população armênia de Nagorno-Karabakh, agravou o cenário de vulnerabilidade. De acordo com a BBC News (2023), mais de 100 mil armênios fugiram da região após o Azerbaijão retomar o controle total do território, configurando o que muitos analistas classificam como uma limpeza étnica. Essa situação contribui para o aumento das tensões étnicas e a perpetuação de uma memória coletiva de violência, dificultando o alcance de uma paz duradoura entre os povos envolvidos.
No campo político, as implicações também são significativas. O conflito reconfigurou as alianças regionais e expôs a fragilidade da influência russa no Cáucaso, especialmente após a invasão da Ucrânia em 2022. Historicamente vista como mediadora, a Rússia tem enfrentado limitações para manter sua presença militar e diplomática na região, abrindo espaço para o fortalecimento de outros atores, como Turquia e Azerbaijão. Segundo análise publicada pela Deutsche Welle (DW, 2023), “a distração da Rússia com a guerra na Ucrânia reduziu sua capacidade de atuar como garantidora da segurança na Armênia”, o que levou o governo armênio a buscar novas parcerias com o Ocidente e inclusive a cooperar com missões da União Europeia (UE). Essa reconfiguração reflete uma tendência de enfraquecimento da hegemonia russa no Cáucaso e de maior multipolaridade nas relações regionais.
Por outro lado, o Azerbaijão emergiu como um ator cada vez mais assertivo, utilizando seus recursos energéticos e apoio turco para consolidar poder político e militar. Como aponta o Council on Foreign Relations (CFR, 2024), “o sucesso do Azerbaijão na guerra de 2020 e na retomada total de Nagorno-Karabakh em 2023 ilustra o impacto das alianças estratégicas e do fornecimento de armas turcas e israelenses”. A Armênia, por sua vez, enfrenta uma crise interna e crescente isolamento diplomático, buscando se reposicionar diante das novas dinâmicas geopolíticas.
Do ponto de vista econômico, o Cáucaso Sul é uma região de importância estratégica por concentrar rotas energéticas que conectam o Mar Cáspio à Europa. Gasodutos e oleodutos como o Baku-Tbilisi-Ceyhan (BTC) e o Trans-Anatolian Pipeline (TANAP) atravessam o território azeri e são fundamentais para o abastecimento energético europeu, especialmente após a redução da dependência do gás russo em decorrência da guerra na Ucrânia. De acordo com o European Council on Foreign Relations (ECFR, 2023), “a estabilidade no Azerbaijão tornou-se essencial para a segurança energética da Europa, e qualquer escalada no Cáucaso representa uma ameaça direta a essas rotas”.
Assim, o conflito em Nagorno-Karabakh transcende uma mera disputa étnica e territorial, envolvendo interesses econômicos e estratégicos de potências regionais e globais. A combinação de crise humanitária, instabilidade política e relevância energética torna o Cáucaso uma área central na geopolítica contemporânea.
Conclusão
Diante do exposto, é possível afirmar que o conflito em Nagorno-Karabakh constitui um dos mais emblemáticos exemplos de como disputas locais podem adquirir proporções internacionais. Mais do que uma simples contenda territorial, trata-se de um embate que reflete as dinâmicas de poder do sistema internacional contemporâneo, em que interesses estratégicos, econômicos e energéticos se sobrepõem às demandas humanitárias e ao direito à autodeterminação dos povos. A análise das consequências humanitárias, políticas e econômicas demonstra que o prolongamento do conflito não apenas perpetua o sofrimento das populações envolvidas, mas também ameaça a segurança de toda a região do Cáucaso, considerada um elo vital entre a Europa e a Ásia.
A dimensão humanitária é, sem dúvida, a mais alarmante. O deslocamento forçado de milhares de civis armênios após a retomada do território pelo Azerbaijão, em 2023, evidencia a incapacidade da comunidade internacional em garantir mecanismos de proteção efetivos. Segundo relatório da ONU (2023), “a ausência de corredores humanitários seguros e o bloqueio de rotas de suprimento agravaram a situação de insegurança alimentar e sanitária da população local”. Além disso, a Amnesty International (2023) denuncia que “as violações de direitos humanos em Nagorno-Karabakh persistem, incluindo desaparecimentos forçados e perseguição a minorias étnicas”. Esse cenário reforça a necessidade de uma ação multilateral coordenada e imparcial, capaz de mitigar o impacto humanitário e assegurar a prestação de assistência emergencial.
Sob a ótica política, a guerra de Nagorno-Karabakh reconfigurou o equilíbrio de poder regional. A redução da influência russa, em virtude de seu envolvimento na guerra da Ucrânia, e a ascensão da Turquia e do Azerbaijão como atores centrais no Cáucaso sinalizam uma transição de hegemonias. Como analisa a DW (2023), “a Armênia, historicamente dependente da Rússia, começa a buscar aproximações com o Ocidente em busca de garantias de segurança e reconstrução institucional”. Tal movimento evidencia uma crescente multipolaridade, em que a União Europeia e os Estados Unidos tentam atuar como mediadores e financiadores de programas de reconstrução, embora sem grande efetividade até o momento. Esse contexto revela a complexidade das relações internacionais no pós-Guerra Fria e como os conflitos regionais servem de palco para disputas indiretas entre potências globais.
No campo econômico e energético, o conflito repercute diretamente sobre o fornecimento e transporte de recursos naturais estratégicos. O Azerbaijão, rico em petróleo e gás, consolidou-se como um parceiro essencial para a Europa em sua tentativa de diversificação energética e redução da dependência do gás russo. De acordo com o European Council on Foreign Relations (ECFR, 2023), “a estabilidade no sul do Cáucaso tornou-se indispensável para a segurança energética europeia, especialmente após a crise russo-ucraniana”. Assim, qualquer instabilidade na região afeta não apenas as populações locais, mas também a economia global e o equilíbrio energético internacional. Por outro lado, essa dependência reforça a posição política do Azerbaijão e limita a capacidade de pressão de outros Estados, contribuindo para um desequilíbrio nas negociações de paz.
Dessa forma, o conflito de Nagorno-Karabakh revela-se como um microcosmo das contradições da política internacional contemporânea: a coexistência entre discursos de paz e práticas de poder, entre o direito internacional e os interesses geoestratégicos. A paz sustentável nessa região depende de um acordo negociado, construído com base no diálogo inclusivo e no respeito às normas internacionais, que envolva tanto os governos quanto os organismos multilaterais e a sociedade civil. Como enfatiza a ONU (2024), “a estabilidade só será alcançada quando os atores externos atuarem de maneira cooperativa, priorizando a proteção dos civis e a reconstrução das instituições locais”.
Portanto, apenas por meio de um esforço diplomático contínuo e equilibrado, apoiado por políticas de reconstrução e garantias humanitárias, será possível romper o ciclo de violência e instaurar um cenário de coexistência pacífica no Cáucaso. O desafio de Nagorno-Karabakh não é apenas o de resolver um conflito territorial, mas o de restaurar a confiança, a dignidade e o direito à vida de povos historicamente marcados pela guerra.
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