EXPLOSÃO DE CRISE INTERNACIONAL E CAOS NA ASSEMBLEIA GERAL DA ONU
No início do segundo dia da Amado Model United Nations, em um momento solene de recepção de um convidado foi instaurado um momento de pânico com a ameaça do Protocolo Cassandra de lançamento de ogivas nucleares em áreas sensíveis do planeta. Com isso, os comitês/conselhos foram desfeitos e instituída a Assembleia Geral de crise das Nações Unidas para discussão dos problemas que comprometem todos os países envolvidos, tendo em vistas as exigências históricas feitas pelo vídeo de ameaça.
A crise gira em torno de cinco principais questões: a vinculação do Chipre à Grécia; a anexação das Ilhas Malvinas à Argentina; o fim do poder de veto dos membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU (P5); o reconhecimento da República Curda; a retirada das bases militares do Mar do Sul da China; e o reconhecimento da Groenlândia.
Assim, as nações uniram seus delegados para tentar resolver essa questão em acordo com as exigências do grupo terrorista. Durante os debates, alguns discursos, como França e Estados Unidos disseram que não iriam cooperar com forças externas das Nações Unidas. E apesar de estarem em momento de crise, isso não foi motivo para os delegados evitarem a troca de farpas com o Chipre e os questionamentos sobre as ações gregas. Além disso, o Afeganistão e o Irã, se posicionando como representantes do Sul Global, repudiam as falas dos Estados Unidos, se referindo ao país como o “mal do mundo". A França também foi atacada pelo discurso desses países. Nesse meio tempo, as delegações da Austrália, que era um dos alvos da crise, tentavam se construir no debate e foram completamente ignoradas, incluindo pelos seus supostos “aliados”.
Em entrevista para as analistas do Le Monde, a delegação do Reino Unido afirmou que a “atitude do grupo é inadmissível" e que “não cederão” pois “sempre trataram a segurança como prioridade e sempre respeitaram os territórios”. Importante destacar que uma das exigências do grupo terrorista Cassandra é o reconhecimento das Malvinas como território argentino, demonstrando um forte desinteresse da delegação britânica em não cooperar para resolução da crise. Em contraposição ao Reino Unido, a Dinamarca se propôs a cooperar para o reconhecimento da Groenlândia, desde que sejam feitas por meios legais. Mesmo questionando as ações da Grécia, durante entrevista exclusiva ao Le Monde, o Chipre afirma que o ideal seria uma “reunificação temporária do Chipre com a Grécia”.
Entre as movimentações que chamaram atenção, a Índia concordou com o posicionamento de outras delegações e passou a apoiar a proposta de militarização do BRICS.
E, no meio dessa corrida contra o relógio, uma decisão chamou a atenção. O tópico desenvolvido em conjunto com os países do Sul Global foi simplesmente apagado do documento oficial.
A retirada do conteúdo representa mais uma mudança no cenário das negociações. Uma proposta que havia sido construída coletivamente deixou de aparecer no documento, levantando uma nova questão entre as delegações: até que ponto as decisões construídas em conjunto permanecem de pé quando os interesses começam a se chocar?
O tempo vai se seguindo e nada das delegações entrarem em um consenso acerca das soluções dos conflitos…
Faltando menos de uma hora para o prazo da crise se finalizar, o andamento do documento de resolução ainda se encontrava em seus estágios iniciais. Um novo debate é proposto, entretanto onde se encontrava a questão cipriota? Ainda em segundo plano, mesmo sendo, literalmente, o primeiro ponto trazido pela organização terrorista. O debate foi seguindo, até que os enigmas são solucionados finalmente.
Mas a questão agora é outra. Foi informado que a Groenlândia tentou estabelecer contato para oferecer apoio ao grupo terrorista. Isso é uma traição à democracia e a toda cooperação até então, fazendo com o que o seguinte questionamento surja: será que a crise falhará?
O tempo corre e o caos não para. A Representante da Noruega foi assassinada a sangue frio por alguma delegação até então não revelada. Que caos é esse? Cadê os resultados das discussões? Ou será que estas foram em vão até então? O relógio marca 10 minutos para o final da crise e a falha da crise está próxima.
Faltando apenas cinco minutos para a crise falhar definitivamente e até aquele momento, o único documento produzido veio justamente da nação traidora, a Groenlândia. E será esse o documento que vai para a assinatura? Mesmo que seja, há um pequeno problema: ele não se encontrava próximo de sua produção final.
O relógio corria e os delegados se atropelavam pelos corredores da ONU, tentando encontrar soluções em cinco minutos, o que não conseguiram fazer em mais de uma hora. O documento chegou em seu processo de finalização, porém em ambas ele foi vetado por algum dos países do P5; o tópico que ainda apresentava resistência para as delegações, já que os cinco membros permanentes não permitiam sua aprovação e a renegociação do poder de veto dos países ganhadores da Segunda Guerra Mundial.
E uma única pergunta rondava o comitê: A crise será solucionada? O tempo estava correndo e os delegados ainda não haviam solucionado o necessário…
O cronômetro chega a zero. O silêncio se instalou, pois não havia mais nada que se pudesse ser feito.
A sessão da Assembleia Geral da ONU finaliza com a revelação que o grupo terrorista, na verdade, era um complô de empresas privadas de armamentos. O que nos chama a atenção é a última mensagem descrita das organizações. “Vocês tiveram 90 minutos em uma sala cheia de gente… Não há resolução…o tempo foi gasto em gritos ao invés de realmente liderarem com uma ameaça externa” Assim, o cenário é devastador. Uma bomba nuclear foi lançada no Atlântico Norte, no Brasil, no sul da China, no Havaí, no Canal de Suez e na Groenlândia”.
Os delegados não conseguiram encontrar a resolução e assim a falha da crise se tornou definitiva.
Analistas: Samantha Barbosa, Lorena Gama, Mariana Campos, Nicole Almeida, Alinne Coentro, Mariana Santos, Marceli de Jesus, Stéffani Porto, Milla Macêdo, Thessy Carvalho, Vitória Rios, Maria Júlia Souza, Nayra França, Luísa Vasconcelos
Secretária de Comunicação: Maria Rita Almeida



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