top of page

"Quem semeia vento, colhe tempestade" - Segundo dia AMUN na OMC

Foto do escritor: nuriascom
nuriascom
18 de set.
2 min de leitura

A crise que levou à Assembleia Geral de Emergência das Nações Unidas deixou de ser apenas uma questão de segurança internacional e passou a ameaçar diretamente o comércio global.


Após o fracasso das negociações e o lançamento de ogivas nucleares em diferentes países e áreas estratégicas, como o Estreito de Ormuz, a OMC se vê diante de um cenário sem precedentes, no qual fronteiras, cadeias de abastecimento e rotas comerciais são afetadas por uma instabilidade que ultrapassa os limites da diplomacia.

Uma sessão de emergência foi iniciada, e as nações começaram seus discursos. Todas se solidarizaram com as nações afetadas e se colocaram em luto. A delegação do Reino Unido começou com falas ácidas, afirmando que a o protocolo Cassandra queria que os países se voltassem uns contra os outros e havia conseguido. Em seguida, disparou: “Sabemos o que os senhores sussurram pelos salões. Sabemos o nosso lugar e a nossa política.”

Em seguida, a Arábia Saudita, ao retratar os sentimentos após a crise, fez uma acusação: “Para algumas nações, vidas não importam”, destacando a urgência da união.

A Suíça levantou um ponto importante ao relatar que as ameaças, naquele momento, estavam além de um Estado físico: “Fomos atacados por empresas privadas. Precisamos de transparência e cooperação.”

Seguindo a linha da delegação suíça, a China mostrou-se extremamente inconformada e levantou uma questão crucial, que algumas delegações do comitê parecem estar ignorando: “Quem tem autoridade para responder a uma ameaça não estatal?”

Para os Estados Unidos, a posição de enfrentamento da crise é cada um por si. A delegação afirmou ter desenvolvido, em conjunto com a NASA, um programa para a defesa e o enfrentamento da crise. Além disso, aconselhou as nações a fazerem o mesmo e, de alguma forma, demonstrou estar aberta às delegações interessadas em saber mais.

A França iniciou seu discurso com a declaração: “Quem semeia ventos colhe tempestade.” Em seguida, afirmou: “Não podemos sequer culpar alguém”, e sugeriu responsabilizar as nações que tenham algum vínculo com as empresas privadas envolvidas na crise.

A delegação indiana, que teve um papel crucial e de destaque durante a AGNU, denunciou a “ignorância e exclusão” sofridas pelas nações e declarou que a OMC é a única chance para os países.

Ao longo da sessão, alguns delegados parecem ignorar a dimensão da crise que têm diante de si e insistem em tentar aprovar o documento da sessão anterior, como se as circunstâncias permanecessem as mesmas. Mas o mundo de ontem já não é o mundo de hoje. Em meio a uma crise que exige respostas imediatas e coordenação entre as delegações, o decoro parece, para alguns, ser uma regra aplicável apenas quando estão com a palavra. Enquanto uma delegação utiliza seu tempo para tentar solucionar a crise e apresentar seu posicionamento, outras estão mais preocupadas com conversas paralelas que, independentemente do assunto, não contribuem para chegar a uma conclusão concreta.

Diante de tantas declarações bonitas e comoventes, a sessão permaneceu girando em torno da finalização do documento da sessão passada, deixando a crise para ser tratada em um segundo documento na próxima sessão. Mas será que as vidas e o futuro das populações podem esperar? Fica a questão para as delegações.


Analistas: Marceli de Jesus e Stéffani Porto

Secretária de Comunicação: Maria Rita Almeida

 
 
 

Posts recentes

Ver tudo

Comentários


TODOS OS DIREITOS RESERVADOS AO NURI ©‎
bottom of page